sexta-feira, 6 de julho de 2012

Vontade


Explode em mim
Por ela
E para ela
Tudo está por dizer

Em eterno porvir
E até o que ainda não está claro
Persistentemente
Seu espaço reclama
Na complexa harmonia
Ressentida
Do tempo

E ele
mesmo em extinção
insiste
Em renúncia
Grita
Qual pronuncia escrita
Em seca e sutil expressão
De liberdade

Viva
Mas sonâmbula
Pois invisível
É possível?
Perguntam os sentidos
É possível que essa vontade
Insista em conduzir os sonhos pra tamanho
 desconsolo?


Que o colo humano
Que é tão fértil e protetor
Se desmanche
Ao busca-lo
o intrépido
destino

Que choro uive
Ao cantá-lo em gotas /
as lagrimas escorrentes
tão Molhadas[!]
Até que o tempo
Ao relento
vos seque


 Que o vento rompa e interrompa
o suspiro
obstruindo a busca

E com tudo isso
ela resiste
sutil e camufladamente
como o que tem
e não se mostra
como o que vem
e não se sabe

De repente
Quão presente
Quanto ausente
Mais que comumente
Eis que ela se sente
Presente!
A Tempestade de Vontade