seduzidos pela inercia
pelo conforto
somos iguais
enquanto acreditamos
diferente
as mortes diarias
são comuns
vestimos
com nosso marasmo
o corpo nú
de quem corta
todo dia
com navalhas
enquanto padece
a rebeldia
quem dera
quem dera
em vez de dor
e agonia
alegria
alegria
alegre seria o povo
se um dia entendesse o quão importante
se livrar do estorvo
padrão-canção
morbido
no eterno mata-morre
da alienação
que um dia neguemos sinceros
o padrão de igualdade inútil e acéfalo
que tanto proclamam
belos
isso é tao sutil
tão singelo
que à distância
nos fingimos
contentes
em verdade
oremos
somos indiferentes