sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Metamorfose

Eu vejo o envólculo
sangrando
impotente
sinto a cada passo
que não dou
uma dor
latente
tão presente
que rio
rio persuasivamente
do meu fracasso
mas não consigo
converse-me

Então me rasgo
até que a última
gota de sangue
seja recriada

Até que a piada
da vida repetida
não faça mais sentido
e que outra
consciência
surja

Mas não vem:
vem essa dor
e tudo que o amor
pela vida é capaz de criar

Sem conseguir
se auto-destruir
a criatura
muda
se reconstrói
se transfigura
Morfada
Morfia
Morfente
Metamorfosemente
Viva!

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