É chegada
partida
também recomeço
do fim
e do início
do tarde
que é cedo
semente
plantada
se põe re-movente
Encanto coragem
reencontro constante
refúgio premido
escondido
do medo
uns dizem que é tarde
pra outros é cedo
Mas vivo e crescido
se antes semente
agora arvoredo
Bagagem
contida
o passado é presente
memória
que é plena
se antes serena
agora liberta
Qual vida que paira
Em sede
diverge
o que erige
corrige
Entende a cilada
decifra
a esfinge
que a espreita
contesta
com sorte ela durma
enquanto
desperta
E o tempo
tão leve
qual sonhos
em vento
desvenda
o provento
dos passos
sutis
secretos ardis
em vão cavalgada
Por vezes
deseja
prospere o vagar!
se ponha em espera
sentido, aliene!
que o posto
já era
Mas não
pois à frente
com a força evidente
daquela semente
então
é o que ordena
avente!
organiza!
dos versos
prementes
urdidos
nos passos
e em vão escondidos
Agora do chão
forjados na vida
reclamam atenção
se tornam
confessos
Só resta a razão
do tanto disperso
Por ela
o Senão
que cônscio
te peço
Que agora
e quem dera
da triste
quimera
que pasmem!
impera
se rompa
o recesso
Se em mente a criança
constrói a lembrança
de braços e em dança
e por felicidade
Não falem da idade!
Pois vinga a esperança!
Que as mãos calejadas
no mesmo lugar
e em breve socorro
E em urro
agitadas
Tão firme e encantadas
desenhem de novo
Pois novo
é o contorno
partida
e chegada
A estoria é contada
de um certo
retorno
Muito boa! De uma força, de uma certeza, de uma perseverança assustadora. Susto daqueles que nos põe de pé e diz: este é seu lugar, vamos, levanta-se e continua!
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