quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Caminhada

A cada passo
é novo
o compasso
circunstância
de um novo
improviso
descoberta
do possível

Desvendado
o horizonte
que outrora
solene
aparente
distante

Cansamos
e diante do morbido
esperança disforme
ameaça
advém
da lembrança
Pois sabemos
que mesmo não
querendo
aprendemos

E entender
quão difere
não confere
não importa quem diga
não dá liga
não adere

O projeto acabado
padeceu sepultado
como diz o ditado:
Não se deixe
enganado

Pois se a força
disfarça
apequena
e embriaga
Eis que esconde a desgraça
de uma praça
ocultada
que já não conhecemos

O que sou
é o que sei que não somos
Pela frente
quem sabe
seremos

e se dizes
escuro!
o que em preces pretende
Obscuro é o presente
Tão doente e infantil

O solado da mente
tão sutil
quão demente
se mantém
restejando
em desejo regresso

Dele o passo
desgasta
em turbor de pecado
destruído e cansado
mas
anestesiado

entufado
em desgosto
mas febril
e robusto
se alimenta do susto
de quem vê-lo
na pista

E se julgam impossível
acreditem
é visível
ainda há
quem insista


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