sábado, 23 de setembro de 2017

Á Giu que seremos

Á Giu que seremos

FuGiu à lembrança por tanto tempo
à imagem de uma menininha linda
brilhando em feliz infância
dadas às delícias
daquelas que a crueldade da vida
ignora e distorce

alguém que encontro agora
e ja fala como mulher
ser humano precosse
com vida
em vida
que em busca
prediz o futuro

a menina de agora
se delicia com a vida
como jovem
astuta

lembro de tí
e fico feliz em verte
pois em tí o humano legado

que a tristeza pemaneça destraída
enquanto buscas as efêmeras experiências da vida

quando encontrar-te denovo
verei ao certo
que a humanidade converteu-se em ser
ficarei feliz por saber
quão pura
a potência que temos

que viva!
que verte!
que encontre o infinito!

pois em ti!
está as lembranças de danças que nunca entendeste!
em ti está a superação do que tanto quizemos
em tí está uma vida crivada de sentimentos
novos
são novas as dores e o saber
em tí está o que nunca podemos ser
mas por tí
já somos
e por sempre
seremos!

Flaviano
23/09/2017

domingo, 17 de setembro de 2017

Derradeiro

Derradeiro



humana negra
em eterna peleja
para desvendar o vazio
de uma vida massacrada

agora travestes de vingança
toda esperada esperança
que em dança
escolheu revelar-te
tão humano desafio

ah como eu queria...
queria que fosse o primeiro
sofro tanto por ser derradeiro
estes versos que em razão
lhe confio

menina de dar calafrios
vontade tão densa e imensa
para além dos brios almejados
logo tú que ostentas a historia calejada
de uma busca vadia

agora desvanece
à palida impressão
de um merecido alcance
da tao sonhada
liberdade tardia

oh presença crespa
de humanidade impar
quem dera um dia
libertas fosse
da imensa dor
que em síntese
faz-te escrava
de esmera e calibrada
ideologia

humana pérola
de encantos infinitos
quem dera despida dos traumas e atritos
poder-se verte
quão linda
seria

quem dera a vingança que ora que te empodera
fosse contra os acoites reais
dessa tal sociedade

que ao passo da idade
contra ela
e não contra ele
dedicastes a sua fúria
rebelde

que pena que em outra opção
te embebedes

desastradamente
a vida é limite
e os nossos frutos
são o mais belo convite
ao que resta de consciência

Eles reclamam
o que não vês
mas existe
e insistem
pelo amor da real existência
clamam tanto
que tenhamos
paciência

o que querem apenas
é o natural desfrutar
pois pra eles
somos nós
referências


neste ato
ao ver a potência
remissor chamaris
concluo atordoado
que a hora é do deixo-te
e em gritos
tormento
lamento o infinito
mas prossigo

pois sei que tal jazigo
há de ser lembrado
que todo esse amor um dia
há de ser regado

E que as lagrimas
que agora derramo
misturar-se-ão com o legado
de todo
que ao sentir
se fez carregado

que venha o primeiro
e que vivam
alguns poucos
mas futuros felizes
e que gozem o ardil
transitório fileiro
gozem em risos pasmados
gozem...
até o derradeiro

flaviano
17/09/2017