Derradeiro
humana negra
em eterna peleja
para desvendar o vazio
de uma vida massacrada
agora travestes de vingança
toda esperada esperança
que em dança
escolheu revelar-te
tão humano desafio
ah como eu queria...
queria que fosse o primeiro
sofro tanto por ser derradeiro
estes versos que em razão
lhe confio
menina de dar calafrios
vontade tão densa e imensa
para além dos brios almejados
logo tú que ostentas a historia calejada
de uma busca vadia
agora desvanece
à palida impressão
de um merecido alcance
da tao sonhada
liberdade tardia
oh presença crespa
de humanidade impar
quem dera um dia
libertas fosse
da imensa dor
que em síntese
faz-te escrava
de esmera e calibrada
ideologia
humana pérola
de encantos infinitos
quem dera despida dos traumas e atritos
poder-se verte
quão linda
seria
quem dera a vingança que ora que te empodera
fosse contra os acoites reais
dessa tal sociedade
que ao passo da idade
contra ela
e não contra ele
dedicastes a sua fúria
rebelde
que pena que em outra opção
te embebedes
desastradamente
a vida é limite
e os nossos frutos
são o mais belo convite
ao que resta de consciência
Eles reclamam
o que não vês
mas existe
e insistem
pelo amor da real existência
clamam tanto
que tenhamos
paciência
o que querem apenas
é o natural desfrutar
pois pra eles
somos nós
referências
neste ato
ao ver a potência
remissor chamaris
concluo atordoado
que a hora é do deixo-te
e em gritos
tormento
lamento o infinito
mas prossigo
pois sei que tal jazigo
há de ser lembrado
que todo esse amor um dia
há de ser regado
E que as lagrimas
que agora derramo
misturar-se-ão com o legado
de todo
que ao sentir
se fez carregado
que venha o primeiro
e que vivam
alguns poucos
mas futuros felizes
e que gozem o ardil
transitório fileiro
gozem em risos pasmados
gozem...
até o derradeiro
flaviano
17/09/2017
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