Inspirado na música “Basta um Dia”
Chico Buarque
Entre o feito e o possível
Quanto tempo é necessário
Para superar os limites?
Quando aceitamos convites
Releases da vida
Placas
Para caminhos
Diversos
Sozinho
Confesso
Bem mais os difíceis
Mesmo curtos
Imprevisíveis
A caminho do mar
O vento forte da serra
dos lagos
Aponta a infinitude livre
O Declive-paisagem
do mergulho
em imagem
lembrança
relento
As vezes
Resta só o lamento
Que a lupa poli-angulada
Que chama
Com o calor da história
Preza
Ferida
E triste
pois não há nada
ou ninguém
Para
Vê-la
Em apenas um dia
Visita a poesia
Deixa o choro
O riso
O escárnio
Regozijo
Inerte
Daquele Flerte
Deixe o amor e o ódio
Todo o tédio
Deste mundo ignóbil
Soltem os bêbados
E os sóbrios
Em nuvens
De aventura
Basta um dia
Para que escancare
Toda minha agonia
Só um dia
Livre
Infinito
Para que não lamente
Nunca
Pelo feito
E para que reste pouco
Ou quase nada
Que me arrependa de não ter
Visto
Desfeito
Só um dia
Para que mudemos um curso
Da dor
Para o ardor
Da mais infame
Fantasia
Pois a vida
É o eterno reclame
E quem sabe a ouçamos
Um dia...
Quarta-feira, 15 de novembro de 2011-12-01