Temos a angustia de que o mundo
não anda sem nós
de que as saídas
e pensamentos libertários
não poderiam existir
sem a colaboração viva
de um seres militantes derivados da nossa
existência
mas como o aprendizado é uma virtude...
aprendemos com a linha do tempo
que a vida
e a sua transformação
não depende de nenhum individuo
que a esperança que alimenta os sonhos
é fértil em múltiplas sementes
jogadas na realidade
e que não depende da idade
experiência
história ou consciência
para que a a mudança
tome forma semelhante a esperança
A esperança de que um dia a vida e os sonhos
se assemelhem
de que um dia o preciso se torne um tanto
necessário
que quem dele sente e sofre
a falta
busque o que precisa em luta
na forma
de pauta
para isso
pasmem!
não são precisos uns ou dois
mas milhares
centenas de milhares de mulheres e homens
que identificaram com vida
na forma do que sentiram
realidade
romperemos
romperemos com a força do que se convencionou chamar
de vaidade
juntos
somente juntos quem sabe ousemos buscar
além de si o que a história
convencionou chamar de
coragem
a mesma que temos que ter
para conseguir superar
aquilo que se fala
se ouve
e que dizes
que existem os indispensáveis
os importantes
e centralmente
os imprescindíveis
"quando eu canto que se cuide, quem não for meu irmão, o meu canto, punhalada, não conhece o perdão..." Baioque - Chico Buarque 1972
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Vontade
Explode em mim
Por ela
E para ela
E para ela
Tudo está por dizer
Em eterno porvir
E até o que ainda não está claro
Persistentemente
Seu espaço reclama
Na complexa harmonia
Ressentida
Do tempo
E ele
mesmo em extinção
insiste
Em renúncia
Grita
Qual pronuncia escrita
Em seca e sutil expressão
De liberdade
Viva
Mas sonâmbula
Pois invisível
É possível?
Perguntam os sentidos
É possível que essa vontade
Insista em conduzir os sonhos pra tamanho
desconsolo?
Que o colo humano
Que é tão fértil e protetor
Se desmanche
Ao busca-lo
o intrépido
destino
Que choro uive
Ao cantá-lo em gotas /
as lagrimas escorrentes
tão Molhadas[!]
Até que o tempo
Ao relento
vos seque
Que o vento rompa e interrompa
o suspiro
obstruindo a busca
E com tudo isso
ela resiste
sutil e camufladamente
como o que tem
e não se mostra
como o que vem
e não se sabe
De repente
Quão presente
Quanto ausente
Mais que comumente
Eis que ela se sente
Presente!
A Tempestade de Vontade
A Tempestade de Vontade
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Um certo retorno
É chegada
partida
também recomeço
do fim
e do início
do tarde
que é cedo
semente
plantada
se põe re-movente
Encanto coragem
reencontro constante
refúgio premido
escondido
do medo
uns dizem que é tarde
pra outros é cedo
Mas vivo e crescido
se antes semente
agora arvoredo
Bagagem
contida
o passado é presente
memória
que é plena
se antes serena
agora liberta
Qual vida que paira
Em sede
diverge
o que erige
corrige
Entende a cilada
decifra
a esfinge
que a espreita
contesta
com sorte ela durma
enquanto
desperta
E o tempo
tão leve
qual sonhos
em vento
desvenda
o provento
dos passos
sutis
secretos ardis
em vão cavalgada
Por vezes
deseja
prospere o vagar!
se ponha em espera
sentido, aliene!
que o posto
já era
Mas não
pois à frente
com a força evidente
daquela semente
então
é o que ordena
avente!
organiza!
dos versos
prementes
urdidos
nos passos
e em vão escondidos
Agora do chão
forjados na vida
reclamam atenção
se tornam
confessos
Só resta a razão
do tanto disperso
Por ela
o Senão
que cônscio
te peço
Que agora
e quem dera
da triste
quimera
que pasmem!
impera
se rompa
o recesso
Se em mente a criança
constrói a lembrança
de braços e em dança
e por felicidade
Não falem da idade!
Pois vinga a esperança!
Que as mãos calejadas
no mesmo lugar
e em breve socorro
E em urro
agitadas
Tão firme e encantadas
desenhem de novo
Pois novo
é o contorno
partida
e chegada
A estoria é contada
de um certo
retorno
partida
também recomeço
do fim
e do início
do tarde
que é cedo
semente
plantada
se põe re-movente
Encanto coragem
reencontro constante
refúgio premido
escondido
do medo
uns dizem que é tarde
pra outros é cedo
Mas vivo e crescido
se antes semente
agora arvoredo
Bagagem
contida
o passado é presente
memória
que é plena
se antes serena
agora liberta
Qual vida que paira
Em sede
diverge
o que erige
corrige
Entende a cilada
decifra
a esfinge
que a espreita
contesta
com sorte ela durma
enquanto
desperta
E o tempo
tão leve
qual sonhos
em vento
desvenda
o provento
dos passos
sutis
secretos ardis
em vão cavalgada
Por vezes
deseja
prospere o vagar!
se ponha em espera
sentido, aliene!
que o posto
já era
Mas não
pois à frente
com a força evidente
daquela semente
então
é o que ordena
avente!
organiza!
dos versos
prementes
urdidos
nos passos
e em vão escondidos
Agora do chão
forjados na vida
reclamam atenção
se tornam
confessos
Só resta a razão
do tanto disperso
Por ela
o Senão
que cônscio
te peço
Que agora
e quem dera
da triste
quimera
que pasmem!
impera
se rompa
o recesso
Se em mente a criança
constrói a lembrança
de braços e em dança
e por felicidade
Não falem da idade!
Pois vinga a esperança!
Que as mãos calejadas
no mesmo lugar
e em breve socorro
E em urro
agitadas
Tão firme e encantadas
desenhem de novo
Pois novo
é o contorno
partida
e chegada
A estoria é contada
de um certo
retorno
sábado, 2 de junho de 2012
Momento futuro
Hão de vir os momentos
aqueles pequenos espaços
de tempo
que registram os reflexos
do que vemos
quando ainda não vimos
Os momentos criados
do que ainda
não temos
mas sentimos
pois sabemos
que ainda
não somos
Nesse instante
em que a insegurança é certeza
e que nada é mais cômodo
natural
ou conforto
O momento presente
e indigesto
é protesto
E o futuro é delícia
malícia
e cilada
surgente
e emergente
contra
toda a corrente
Pois sabemos
Que a historia
persiste
insiste
nunca cansa
ou desiste
Para que projetemos
busquemos
sem medo
ou pudor
todo ardor
dessa vida retida
tudo agora
em um momento
e ao mesmo tempo
E aos que dizem que estamos perdidos
no escuro
ou jazidos
Apenas neguemos
que estamos vencidos
Pois se pra eles seremos o hoje
Para nós
seremos
sempre
o momento futuro
aqueles pequenos espaços
de tempo
que registram os reflexos
do que vemos
quando ainda não vimos
Os momentos criados
do que ainda
não temos
mas sentimos
pois sabemos
que ainda
não somos
Nesse instante
em que a insegurança é certeza
e que nada é mais cômodo
natural
ou conforto
O momento presente
e indigesto
é protesto
E o futuro é delícia
malícia
e cilada
surgente
e emergente
contra
toda a corrente
Pois sabemos
Que a historia
persiste
insiste
nunca cansa
ou desiste
Para que projetemos
busquemos
sem medo
ou pudor
todo ardor
dessa vida retida
tudo agora
em um momento
e ao mesmo tempo
E aos que dizem que estamos perdidos
no escuro
ou jazidos
Apenas neguemos
que estamos vencidos
Pois se pra eles seremos o hoje
Para nós
seremos
sempre
o momento futuro
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Máscaras
Máscaras de caráter
perambulam o dia
anoitece
algumas caem
como frutas
maduras ou
mordidas
Deliciosas e
desnudadas faces
interagem
livres e descomprometidas
sombras se reencontram
na paisagem
Mas o sol renasce
e com ele
as máscaras voltam as
faces
Viva as personagens!
reconstruídas
nas entranhas
do que
parecia ser
imagem...
perambulam o dia
anoitece
algumas caem
como frutas
maduras ou
mordidas
Deliciosas e
desnudadas faces
interagem
livres e descomprometidas
sombras se reencontram
na paisagem
Mas o sol renasce
e com ele
as máscaras voltam as
faces
Viva as personagens!
reconstruídas
nas entranhas
do que
parecia ser
imagem...
Metamorfose
Eu vejo o envólculo
sangrando
impotente
sinto a cada passo
que não dou
uma dor
latente
tão presente
que rio
rio persuasivamente
do meu fracasso
mas não consigo
converse-me
Então me rasgo
até que a última
gota de sangue
seja recriada
Até que a piada
da vida repetida
não faça mais sentido
e que outra
consciência
surja
Mas não vem:
vem essa dor
e tudo que o amor
pela vida é capaz de criar
Sem conseguir
se auto-destruir
a criatura
muda
se reconstrói
se transfigura
Morfada
Morfia
Morfente
Metamorfosemente
Viva!
sangrando
impotente
sinto a cada passo
que não dou
uma dor
latente
tão presente
que rio
rio persuasivamente
do meu fracasso
mas não consigo
converse-me
Então me rasgo
até que a última
gota de sangue
seja recriada
Até que a piada
da vida repetida
não faça mais sentido
e que outra
consciência
surja
Mas não vem:
vem essa dor
e tudo que o amor
pela vida é capaz de criar
Sem conseguir
se auto-destruir
a criatura
muda
se reconstrói
se transfigura
Morfada
Morfia
Morfente
Metamorfosemente
Viva!
Buscar o Extra Ordinário
Impávido destino
que nos cerca
propõe a quebra
subversão de sentidos
versos
incertos
do que é
e será
Como dá sentido
se o orgulho do
tédio
nos mantém
feridos
imóveis
em um jogo
de ideais
Falseiam
desejos
como muralhas
invisíveis
que controlam
os sons
saqueiam
a expressão
mantendo
apenas
os restos
restos
de que se alimenta
uma sobrevida ordinária
e mórbida
do cotidiano
gelado e insensível
Podemos!
queremos?
contamos
precisamos
buscar o
EXTRAORDINÁRIO
que nos cerca
propõe a quebra
subversão de sentidos
versos
incertos
do que é
e será
Como dá sentido
se o orgulho do
tédio
nos mantém
feridos
imóveis
em um jogo
de ideais
Falseiam
desejos
como muralhas
invisíveis
que controlam
os sons
saqueiam
a expressão
mantendo
apenas
os restos
restos
de que se alimenta
uma sobrevida ordinária
e mórbida
do cotidiano
gelado e insensível
Podemos!
queremos?
contamos
precisamos
buscar o
EXTRAORDINÁRIO
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