Máscaras de caráter
perambulam o dia
anoitece
algumas caem
como frutas
maduras ou
mordidas
Deliciosas e
desnudadas faces
interagem
livres e descomprometidas
sombras se reencontram
na paisagem
Mas o sol renasce
e com ele
as máscaras voltam as
faces
Viva as personagens!
reconstruídas
nas entranhas
do que
parecia ser
imagem...
"quando eu canto que se cuide, quem não for meu irmão, o meu canto, punhalada, não conhece o perdão..." Baioque - Chico Buarque 1972
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Metamorfose
Eu vejo o envólculo
sangrando
impotente
sinto a cada passo
que não dou
uma dor
latente
tão presente
que rio
rio persuasivamente
do meu fracasso
mas não consigo
converse-me
Então me rasgo
até que a última
gota de sangue
seja recriada
Até que a piada
da vida repetida
não faça mais sentido
e que outra
consciência
surja
Mas não vem:
vem essa dor
e tudo que o amor
pela vida é capaz de criar
Sem conseguir
se auto-destruir
a criatura
muda
se reconstrói
se transfigura
Morfada
Morfia
Morfente
Metamorfosemente
Viva!
sangrando
impotente
sinto a cada passo
que não dou
uma dor
latente
tão presente
que rio
rio persuasivamente
do meu fracasso
mas não consigo
converse-me
Então me rasgo
até que a última
gota de sangue
seja recriada
Até que a piada
da vida repetida
não faça mais sentido
e que outra
consciência
surja
Mas não vem:
vem essa dor
e tudo que o amor
pela vida é capaz de criar
Sem conseguir
se auto-destruir
a criatura
muda
se reconstrói
se transfigura
Morfada
Morfia
Morfente
Metamorfosemente
Viva!
Buscar o Extra Ordinário
Impávido destino
que nos cerca
propõe a quebra
subversão de sentidos
versos
incertos
do que é
e será
Como dá sentido
se o orgulho do
tédio
nos mantém
feridos
imóveis
em um jogo
de ideais
Falseiam
desejos
como muralhas
invisíveis
que controlam
os sons
saqueiam
a expressão
mantendo
apenas
os restos
restos
de que se alimenta
uma sobrevida ordinária
e mórbida
do cotidiano
gelado e insensível
Podemos!
queremos?
contamos
precisamos
buscar o
EXTRAORDINÁRIO
que nos cerca
propõe a quebra
subversão de sentidos
versos
incertos
do que é
e será
Como dá sentido
se o orgulho do
tédio
nos mantém
feridos
imóveis
em um jogo
de ideais
Falseiam
desejos
como muralhas
invisíveis
que controlam
os sons
saqueiam
a expressão
mantendo
apenas
os restos
restos
de que se alimenta
uma sobrevida ordinária
e mórbida
do cotidiano
gelado e insensível
Podemos!
queremos?
contamos
precisamos
buscar o
EXTRAORDINÁRIO
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Um (1) dia
Inspirado na música “Basta um Dia”
Chico Buarque
Entre o feito e o possível
Quanto tempo é necessário
Para superar os limites?
Quando aceitamos convites
Releases da vida
Placas
Para caminhos
Diversos
Sozinho
Confesso
Bem mais os difíceis
Mesmo curtos
Imprevisíveis
A caminho do mar
O vento forte da serra
dos lagos
Aponta a infinitude livre
O Declive-paisagem
do mergulho
em imagem
lembrança
relento
As vezes
Resta só o lamento
Que a lupa poli-angulada
Que chama
Com o calor da história
Preza
Ferida
E triste
pois não há nada
ou ninguém
Para
Vê-la
Em apenas um dia
Visita a poesia
Deixa o choro
O riso
O escárnio
Regozijo
Inerte
Daquele Flerte
Deixe o amor e o ódio
Todo o tédio
Deste mundo ignóbil
Soltem os bêbados
E os sóbrios
Em nuvens
De aventura
Basta um dia
Para que escancare
Toda minha agonia
Só um dia
Livre
Infinito
Para que não lamente
Nunca
Pelo feito
E para que reste pouco
Ou quase nada
Que me arrependa de não ter
Visto
Desfeito
Só um dia
Para que mudemos um curso
Da dor
Para o ardor
Da mais infame
Fantasia
Pois a vida
É o eterno reclame
E quem sabe a ouçamos
Um dia...
Quarta-feira, 15 de novembro de 2011-12-01
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Cinzas
Mosaico de impressões
partidas
em partes amontoadas
conformam lenta e consistentemente
a aparência
Esta
em sua
conformidade passiva
apenas ecoa
a forma
morna
resultante
do incontável calor
que dantes tornava
a essência
viva
Agora o antes
apenas pode ser visto
como lembrança
como leves cacos
de intensa esperança
que se recuperam
ao vento
E o tempo
em escalada
até que o movimento
cesse
cesse por hora
até que a vida
novamente
arremesse
as cinzas
e reinvente a revolta
partidas
em partes amontoadas
conformam lenta e consistentemente
a aparência
Esta
em sua
conformidade passiva
apenas ecoa
a forma
morna
resultante
do incontável calor
que dantes tornava
a essência
viva
Agora o antes
apenas pode ser visto
como lembrança
como leves cacos
de intensa esperança
que se recuperam
ao vento
E o tempo
em escalada
até que o movimento
cesse
cesse por hora
até que a vida
novamente
arremesse
as cinzas
e reinvente a revolta
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Empecilho
Que desgraça!
além do patrão
que já não sai de graça
ainda tem que
brigar
com o que é nosso
-Que farsa!
Como a ferramenta
ganha vida
paralela
sequestrando uns dos nossos
Pra mantê-la
em sequela
Agora deu
vai saber
que perdeu
já não tem mais
força
Não me ouça
todos sabem
não tem poça
que lave
o que escondes na bolsa
Se essa laica labuta
e o que dela desfruta
é tudo que temos
como quer que fiquemos
ao saber que perdemos
o que nós projetamos
Esse fardo
é pesado
tô deveras
cansado
pra aguentar esse
peso
eu vou junto
e coeso
quem precisa tem pressa
E aê pessoal?
Vamo nessa!
pra trocar essa peça
não há nada que impeça!
além do patrão
que já não sai de graça
ainda tem que
brigar
com o que é nosso
-Que farsa!
Como a ferramenta
ganha vida
paralela
sequestrando uns dos nossos
Pra mantê-la
em sequela
ativada
Agora deu
vai saber
que perdeu
já não tem mais
força
Não me ouça
todos sabem
não tem poça
que lave
o que escondes na bolsa
Se essa laica labuta
e o que dela desfruta
é tudo que temos
como quer que fiquemos
ao saber que perdemos
o que nós projetamos
Esse fardo
é pesado
tô deveras
cansado
pra aguentar esse
peso
eu vou junto
e coeso
quem precisa tem pressa
E aê pessoal?
Vamo nessa!
pra trocar essa peça
não há nada que impeça!
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Pra acabar com a desgraça!
" aos trabalhadores dos Correios e Bancos unidos em greve"
Decidiram parar
Por salários, emprego e direitos
cravados em faixas
e adesivos no peito
Foi o geito
E não é que cresceu?
Mas do que duvidavas?
já são poucas as cartas
encomendas paradas
pagamentos suspensos
preocupados
atentos
E até quando em cena
a imprensa-falácia
relato-desgraça
nem de longe disfarsa
não deforma o que penso
é que muitos
nestas ruas e praças
nós cantamos
sedentos
até que ouvimos
que silêncio de antes
como dantes
hoje está barulhento
nosso tempo
tempestade
não passa
sopra bem lá no fundo
o compromisso
é profundo
não tem trégua
lamento
Vai parar todo mundo
Pra acabar com a desgraça
Decidiram parar
Por salários, emprego e direitos
cravados em faixas
e adesivos no peito
Foi o geito
E não é que cresceu?
Mas do que duvidavas?
já são poucas as cartas
encomendas paradas
pagamentos suspensos
preocupados
atentos
E até quando em cena
a imprensa-falácia
relato-desgraça
nem de longe disfarsa
não deforma o que penso
é que muitos
nestas ruas e praças
nós cantamos
sedentos
até que ouvimos
que silêncio de antes
como dantes
hoje está barulhento
nosso tempo
tempestade
não passa
sopra bem lá no fundo
o compromisso
é profundo
não tem trégua
lamento
Vai parar todo mundo
Pra acabar com a desgraça
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Retomada
Quando enfim retornei
e lhe disse:
- que tolice!
- acreditei que a "mesmice"
existisse
Tantos são os que escutam
que esse som
da labuta
já supera
a imensa platéia
que o entoa
eis agora o que ouves
quão pancadas do mar
em garoa
quão zumbido
esquecido
dentre os tantos ouvidos
calados
na proa
São presentes
Tão potentes
que os algozes
regurgitam
os sentidos
Acham todo esse tempo
perdido
e os depõem
pra que vejam
depois
realmente o que sois
Do Silêncio
a verdade
velada
Da saudade
a vontade
escondida
Enrijece
tal prostrada
ferida
em constante
Entoada
Eis que certa
ofegante
é desperta
Retomada
e lhe disse:
- que tolice!
- acreditei que a "mesmice"
existisse
Tantos são os que escutam
que esse som
da labuta
já supera
a imensa platéia
que o entoa
eis agora o que ouves
quão pancadas do mar
em garoa
quão zumbido
esquecido
dentre os tantos ouvidos
calados
na proa
São presentes
Tão potentes
que os algozes
regurgitam
os sentidos
Acham todo esse tempo
perdido
e os depõem
pra que vejam
depois
realmente o que sois
Do Silêncio
a verdade
velada
Da saudade
a vontade
escondida
Enrijece
tal prostrada
ferida
em constante
Entoada
Eis que certa
ofegante
é desperta
Retomada
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O sopro
Continuamos...
Somos a luta
Viva
No presente
Tudo que
Fizemos
Fazemos
Faremos
Fará diferença
O futuro
Pertence
Ao que somos
O que seremos?
O que restará de nós
Na memória
Apenas comporá
Fluente e constantemente
O sopro da história
Somos a luta
Viva
No presente
Tudo que
Fizemos
Fazemos
Faremos
Fará diferença
O futuro
Pertence
Ao que somos
O que seremos?
O que restará de nós
Na memória
Apenas comporá
Fluente e constantemente
O sopro da história
Mulher, homem, história
Carregados de memória
Estão os trabalhos e pensamentos
Vivos
Do nosso corpo
Embebidos de experiências
Passadas
De modo extraordinário
Formamos a complexidade
Mágica e intensa
do presente
E este envolvido em contradições
Sórdidas e emancipadoras
Carrega consigo
imprevisível e profundamente
a aventura do futuro
Assim
Não somos hoje
Amanhã
Ou nossos anos de vida
Somos o sempre
E sempre
O potencial do nunca
Derrotados, perdidos, alienados
Ou em glória
Apenas continuamos a vida
De mulheres e homens
A construir a história
História de tudo que foi morto
Mas permanece vivo
Nos registros da nossa memória
O mundo
Descobri que
O que mexo
Também mexe comigo
Tão intensamente
Me envolve
Que move
Devolve
Mas de forma diferente
Agora já da pra saber
Do sentido
O que sentes
E agora que sentes
Envolva o mundo
Cada sonho escondido
Profundo
Vejamos o que existe no olhar
Do mais imundo
Vagabundo
Vislumbro
O dia em que viveremos
Pra mover
O mundo
O que mexo
Também mexe comigo
Tão intensamente
Me envolve
Que move
Devolve
Mas de forma diferente
Agora já da pra saber
Do sentido
O que sentes
E agora que sentes
Envolva o mundo
Cada sonho escondido
Profundo
Vejamos o que existe no olhar
Do mais imundo
Vagabundo
Vislumbro
O dia em que viveremos
Pra mover
O mundo
Chamado
O sussuro da brisa
Parecia dizer que
Há vida
Natureza em que há estrelas
Sê-las
Versos a cantar
Que quando livres
Podem em sua forma se encontrar
É como se agora
Tudo que existe
La fora
Fosse pouco
Como se o grito rouco
Dos nossos sonhos
Risonho e irônico
Gargalhasse alto
De alegria
Agonia
Abaixo a cegueira e a falta de ousadia
Chamemos de volta
Àquela nossa rebeldia
Pois não há nada
na forma da forma vil e inerte
dos objetos vazios
sem a vida vivida
Parecia dizer que
Há vida
Natureza em que há estrelas
Sê-las
Versos a cantar
Que quando livres
Podem em sua forma se encontrar
É como se agora
Tudo que existe
La fora
Fosse pouco
Como se o grito rouco
Dos nossos sonhos
Risonho e irônico
Gargalhasse alto
De alegria
Agonia
Abaixo a cegueira e a falta de ousadia
Chamemos de volta
Àquela nossa rebeldia
Pois não há nada
na forma da forma vil e inerte
dos objetos vazios
sem a vida vivida
Sujeito estranho
Sim, sou estranho
O olhar é diferente
é feito estar doente
é não conseguir sorrir
contente
perplexo
iludido
ou demente
Sim, sou diferente
e sinto cada dor
ardente
quando a indignação
e a injustiça
me invade o pensar
de repente
Sim!
Como quando era criança
ainda tremo
de angústia
quando vejo a fome e a miséria
refletida na face
não só do corpo
mas da idéia
diante de uma
platéia
de astúcia
Sim esse sujeito estranho
que ainda fala
pensa
e sonha
as vezes também luta
E mesmo no pensamento
enquanto labuta
o sujeito estranho
grita
grita desesperadamente
e em silêncio
Um silêncio que só dura
enquanto ninguém escuta.
O olhar é diferente
é feito estar doente
é não conseguir sorrir
contente
perplexo
iludido
ou demente
Sim, sou diferente
e sinto cada dor
ardente
quando a indignação
e a injustiça
me invade o pensar
de repente
Sim!
Como quando era criança
ainda tremo
de angústia
quando vejo a fome e a miséria
refletida na face
não só do corpo
mas da idéia
diante de uma
platéia
de astúcia
Sim esse sujeito estranho
que ainda fala
pensa
e sonha
as vezes também luta
E mesmo no pensamento
enquanto labuta
o sujeito estranho
grita
grita desesperadamente
e em silêncio
Um silêncio que só dura
enquanto ninguém escuta.
Porque não mediamos
Se somos o que somos
E contemos o grito
De que lado nós estamos
Por que esquecemos
O tempo inteiro
Do porquê nós lutamos
Se é que é verdade que querem
O que nós precisamos
Não digam pra onde vamos!
Atenção!
Ouçam todos!
- Nunca esqueçamos
Que só é mesmo nosso
Porquê não mediamos!
E contemos o grito
De que lado nós estamos
Por que esquecemos
O tempo inteiro
Do porquê nós lutamos
Se é que é verdade que querem
O que nós precisamos
Não digam pra onde vamos!
Atenção!
Ouçam todos!
- Nunca esqueçamos
Que só é mesmo nosso
Porquê não mediamos!
Não faz sentido
Depois de tantos gemidos
Dos gritos ouvidos
E daqueles que ainda soam
Surdos...
Depois de tudo o quanto foi vivido
Como pode fazer sentido
Uma vida sem sentido
- SENTIDO!
- Que todos vivam uma vida sem sentido!
O que importa é o que vem a frente
No presente
Quanto ao destino que um dia sonhamos
Quanto ao desejo que todo dia nós temos
É melhor que o enterremos!
Pois eles não fazem nenhum sentido
Em uma vida sem sentido
Dos gritos ouvidos
E daqueles que ainda soam
Surdos...
Depois de tudo o quanto foi vivido
Como pode fazer sentido
Uma vida sem sentido
- SENTIDO!
- Que todos vivam uma vida sem sentido!
O que importa é o que vem a frente
No presente
Quanto ao destino que um dia sonhamos
Quanto ao desejo que todo dia nós temos
É melhor que o enterremos!
Pois eles não fazem nenhum sentido
Em uma vida sem sentido
Seria
Não fosse
a falta
Certeza solida
na superfície
alta
De que alguma coisa nos falta
Intensamente nos falta!
Nos falta a vida
De um abraço incontido
a insanidade
lúcida
De um beijo
perdido
A verdade viva
construída e engenhosamente
sentida
A realidade forte
e intensa
como em qualquer
nostalgia
profundamente curtida
Se fosse
possível viver
A liberdade difinitivamente
seria
a vida
a falta
Certeza solida
na superfície
alta
De que alguma coisa nos falta
Intensamente nos falta!
Nos falta a vida
De um abraço incontido
a insanidade
lúcida
De um beijo
perdido
A verdade viva
construída e engenhosamente
sentida
A realidade forte
e intensa
como em qualquer
nostalgia
profundamente curtida
Se fosse
possível viver
A liberdade difinitivamente
seria
a vida
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Todas as poesias
São de todos e todas
as poesias
Não tem dono todos os anos
Que geraram sonhos cobertos de sono
Sempre que não puderam se realizar
Estes sentimentos, saudades, protestos
Homenagens e ensinamentos
Não podiam ser de ninguém
Que não de todos e todas
Que leram
Escreveram
Viveram
Os seus tormentos
E todos esses ventos
Os dias cinzentos
Aqueles sangretos
Todos que ouvimos ou vimos
Virão ou virarão
Sempre e nunca
Aquela nova-velha
Nossa poesia
Amanhã pode ser diferente
Amanhã pode ser diferente
Tente
Não invente
É só dividir com os outros
Aquilo que sente
Encontrar a indignação
E cravá-la com os dentes
De repente
Convence
Que é urgente
Mais gente!
Atores e atrizes
Inesgotável mina
De trabalhadores
Infelizes
E vocês
Cansados de outrora
Agora
O que dizes?
BUROCRACIA
Falta vida
Pra sair da opressão
Pra romper com o
condão
E enxergar que esse
chão
Machuca
Toda nossa poesia
Quantos anos de dor
Sofrimento
Conviver todo dia
Com o mesmo lamento
Esse choro
Faz massa
Pra celar com cimento
Nossa cova vazia
E se há tanta vida
Porque nos recusamos
Porque não enxergamos
É que nunca lembramos
Da potência que
somos!
Precisamos de mais!
Precisamos de vida!
De toda força
Da consciência ativa
Pros combates
de cada arranhão
das feridas
Não sejamos incapases
De sentir, de querer
De viver
Não!
Não venha me
convencer
Com a simpatia
Vazia
De quem só quer o
poder
Todo dia!
Interessa saber
Se deságuo meus
sonhos
Somos nós quem
propomos?
Pois se não
Nada muda
Não ajuda
Não esqueçam por nós
De quem é nosso algoz
Pois o que pra nós
levam dias
Pra vocês levam anos
Com essa BUROCRACIA
Objetivo
Eu quero ver o dia
Em que todos tiverem
coragem
De buscar o que é seu
Sairão das sombras,
Da opressão
Das salas
Sairão das macas
Das tarjas pretas
Das sargetas
hei de presenciar a
hora
Em que o ponto será
assinado
No meio do expediente
Mulheres e homens
firmes,
Mas sorridentes
Pra dizer que chega
de tédios
Dos assédios e dos
remédios
Nesse minuto
Seremos nós
trabalhadores
Todos andando em
várias pistas
Com um olhar
determinado
Como se pensássemos
juntos
Aquilo que é meu não
será dado!
Vou buscar nesse segundo!
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